A carroçaria de cinco portas é a menos apreciada pelos portugueses. No novo Mondeo, essa versão não altera a tendência mas impressiona pelo acesso à mala.

Aquilo que mais impressionou quem viu este Mondeo, foi o enorme acesso à mala, proporcionado pela gigantesca quinta porta. A primeira impressão é que a capacidade é muito maior que no quatro portas mas a vantagem é de apenas 25 litros. O acesso é que é muito mais amplo, facilitando a carga e descarga de objetos, que não podem ocupar muito mais espaço que no quatro portas.

Aliás, o Mondeo vai um pouco contra a corrente, ao parecer muito grande, por fora sem ser o mais habitável do seu segmento. Mas claro que não falta espaço para cinco passageiros e o condutor vai bem sentado, com boas regulações do banco e do volante (na unidade ensaiada ambas são elétricas) e boa visibilidade para fora. Para dentro, o novo sistema de infotainment Sync2 tem um monitor tátil de grande formato, dividido em quatro campos para facilitar a primeira escolha das funções disponíveis e só peca por ser um pouco lento. Em frente aos olhos do condutor, o painel de instrumentos também tem mais três monitores, comandáveis pelos botões nos dois braços do volante, o que começa a ser confuso. Um olhar pelo habitáculo deixa a claro que nem todos os materiais impressionam pela qualidade e que o desenho não prende a atenção pela originalidade.

Este motor Diesel 2.0 TDCI com 180 cv, mostra uma certa falta de vontade abaixo das 2000 rpm, obrigando a usar a boa caixa manual de seis velocidades mais do que o esperado. Depois ganha fôlego e torna-se bastante prestável, passando por um regime, na vizinhança das 3000 rpm, onde ronca mais do que a outras rotações. A suspensão tem um pisar muito bom, conseguindo ser suave e confortável, nos maus pisos, e eficaz e divertida, em estradas com mais curvas. Neste capítulo, a única crítica vai para a direção, que mostra alguma indiferença, em torno do ponto neutro, algo que não acontecia na anterior geração do Mondeo.

Quanto aos consumos, as nossas medições registaram valores de 7,1 l/100 km, em cidade e uma média ponderada de 6,2 l/100 km, números que estão na média do segmento, sem impressionar, o mesmo se passando com as prestações medidas. Talvez esteja no peso uma das razões para esta falta de brilhantismo pois, com 1584 kg, está longe de ser um peso pluma. Na parte do negócio, a Ford oferece durante o lançamento os faróis de LED e um pack que inclui navegação, Sync2 e sistema de som premium da Sony, além de um desconto de 2 300€, a que acresce mais 2 350€ de desconto, se recorrer ao Ford Crédito.

 

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