A marca que mais associamos a preços de saldo elevou os seus níveis de qualidade. E  mesmo sem os sete lugares que o popularizaram, o Logan MCV tem muitos pontos a seu favor.

Falar acerca do Dacia Logan MCV 0.9 TCE é quase como participar num debate de “Prós e Contras”. Ou não fosse a Dacia uma das marcas mais badaladas pela sua política de preço.
Depois da entrada em grande no mercado, apregoando os sete lugares como “os mais baratos em Portugal” – epíteto que entretanto deixou cair a favor do monovolume Lodgy – o Logan MCV conta agora com uma nova imagem, mais robusta, na qual a proeminente grelha dianteira e faróis amendoados desempenham um papel fundamenta, mas também com o novo motor 0.9 TCE, um três cilindros turbo a gasolina, com 90 cavalos de potência.
Respeitando a renovada orientação mecânica de “menos é mais”, o motor com 0,9 litros de capacidade não tem pontos negativos, cumprindo com aprumo no circuito citadino, onde se mostra desenvolvo à custa do regime, e em autoestrada onde os consumos registados a 90 km/h (4,3 l/100 km) e a 120 km/h (5,8 l/100 km) o equiparam aos mais económicos do mercado. Sem ser brilhante, a suspensão também apresenta um bom compromisso de conforto. Já a caixa de velocidades, de tato rijo e curso longo, e a direção demasiado pesada, por culpa da (fraca) assistência hidráulica, destoam. E muito.
No interior, o acabamento e os materiais não são referência, mas a estética e qualidade de montagem progrediu significativamente, com destaque para o tablier, no qual se integra perfeitamente o novo autorrádio. No final do debate, disferidos todos os “prós e os contra”, o preço continua a ser um dos maiores argumentos do Dacia, mas não é o único. 

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